Perder, dói. Perder com o
porto, dói mais ainda. Todavia, tendo em conta as prioridades definidas pelo
Benfica para a presente época, e na senda do que referi no post anterior, compreendo a gestão feita por JJ no jogo de ontem.
De facto, pareceu-me que JJ
resistiu bem à tentação de apresentar um onze mais forte e resguardou atletas
importantes para o difícil jogo de Braga, o que nos permitirá encarar esse jogo
com mais disponibilidade física.
Naturalmente, apresentando o
Benfica um conjunto de atletas “menos rodados” – casos de Cardozo e Salvio - e,
por ventura, menos habilitados que os companheiros que substituíram – caso de
Sulejmani – a qualidade de jogo ia ressentir-se, especialmente quando o jogo em
causa se desenrolava no reduto de uma das equipas mais fortes da liga.
Sem surpresas, portanto, o
Benfica foi pressionado desde o minuto inicial pelo porto, que logrou marcar um
golo cedo e colocar-se numa posição mais confortável para encarar o resto do
jogo. O Benfica nunca conseguiu verdadeiramente impor o seu futebol e só no
segundo tempo conseguiu equilibrar o domínio de jogo, ainda que tenha passado
por alguns sustos nesse período. Notou-se, claramente, a inferioridade física
de Cardozo, que estava incapaz de fazer uma pressão alta na defesa portista –
especialmente, no verde Reyes, que ficou a sensação que abanaria perante uma
pressão mais efectiva – e também a falta de acerto de Salvio e Sulejmani, que
passaram ao lado do jogo. O Benfica estava inoperante ofensivamente e o meio
campo do porto aparecia com superioridade na frente dos defesas encarnados, o
que fez com que se passassem alguns calafrios.
Apesar de saudar a rotatividade
de JJ, fiquei, no entanto, com a sensação que este mexeu muito tarde na equipa.
Por exemplo, podia ter feito duas alterações, duma assentada, logo aos 60´ (ou até ao intervalo), para mudar
a dinâmica do ataque, por exemplo colocando Gaitán e Lima, pois não me parece
que estes jogadores ficassem “cansados” para Domingo com 30´minutos de jogo
ontem, sendo certo que Cardozo se arrastava pelo campo e Sulejmani coleccionava
perdas de bola. A certa altura também me pareceu evidente o declínio físico de Salvio
e que Markovic podia ser importante num jogo em que havia muitos espaços...mas
JJ resolveu dar apenas 10 minutos ao Sérvio que, em poucos minutos, arrancou logo duas faltas ao porto.
No final, saímos do jogo com um
mau resultado, especialmente por não termos marcado nenhum golo fora, mas
saímos vivos para a segunda mão, onde, quem sabe, poderemos já apresentar o
onze mais forte. De resto, e muito sinceramente, parece-me que este porto só por
mera sorte conseguirá segurar um Benfica a jogar na máxima força.
Isto dito, vamos aos mais e
menos:

Sulejmani – fez um jogo muito fraquinho; não é dos jogadores mais
utilizados, mas tem sido um dos suplentes em que JJ mais aposta, o que não lhe
permitirá usar da desculpa da falta de frescura física ou ritmo de jogo; a certa altura, parecia
ter uma mola escondida debaixo da chuteira, pois a sua recepção de passes estava
horrível; para esquecer.
Salvio – mais que a falta de ritmo competitivo, parece-me um jogador
ansioso e com muita vontade de fazer as coisas bem e voltar a ser decisivo;
precisa de arrancar uma boa exibição para acalmar e voltar ao velho Salvio pragmático e objetivo;
estou certo que ainda vai ser muito importante para o nosso fim de época, mas
ontem fez um jogo fraco.

Artur – o brasileiro teve uma exibição positiva, especialmente nas
saídas a cruzamentos, área onde costuma vacilar;
Luisão – o capitão esteve, novamente, praticamente intransponível;
coleccionou uma série de cortes importantes e controlou bem a ameaça Jackson;
também gostei da exibição de Garay, porém não o poderei destacar estando este
jogador ligado ao golo do porto.
Sem comentários:
Enviar um comentário