quinta-feira, 17 de abril de 2014

Benfica - Porto: mais e menos

Épico! Absolutamente épico!

Os jogadores do Benfica transcenderam-se e, perante todas as adversidades, souberam vencer o adversário que tinha tudo a seu favor para chegar ao Jamor!


Confesso que estava apreensivo antes do jogo, pois um Benfica mais cansado - não descansou, como o porto, no jogo do campeonato -, com muitas ausências e em desvantagem na eliminatória, fazia com que a racionalidade apelasse à calma com a emoção.

Bastaram, no entanto, poucos minutos de jogo para que se tivesse imediatamente percebido que o Benfica estava ali para ganhar a eliminatória. Encostamos, desde o apito inicial, o porto à sua defesa e o golo surgiu com toda a naturalidade por volta dos 20 minutos. Percebia-se que o Benfica estava com "corda" para levar de vencido aquele porto!

Contudo, uma expulsão prematura de Siqueira deitou tudo a perder: o brasileiro viu dois cartões em poucos minutos e deixou o Benfica a jogar com menos 1 desde os 30 minutos de jogo. Naturalmente, o porto tomou conta do jogo e o Benfica tentava fechar espaços e sair no contra-ataque. No entanto, só com um rasgo individual de varela o inoperante porto logrou empatar a contenda. Era tremendamente injusto o resultado por essa altura e hercúlea a tarefa que o Benfica tinha pela frente.

Ao contrário de outras instâncias, o Benfica não se acobardou, cerrou os dentes e encarou o adversário olhos nos olhos, sem cometer loucuras em termos posicionais:continuou a encurtar espaços na defesa, mas subiu a agressividade ofensiva, bem como passou a contar com mais movimentações atacantes dos médios e defesas. Resultado: em pouco tempo o Benfica já coleccionava oportunidades de golo e, numa boa jogada ofensiva, Salvio arranca uma grande penalidade ao inexperiente reyes. Enzo, mandatado por JJ, fez o 2-1. Estava tudo em aberto...

Seguiram-se minutos em que o Benfica manteve o posicionamento e a inteligência táctica, não permitindo ao porto grandes ocasiões de golo e, ocasionalmente, provocava perigo na baliza adversária. Rodrigo, só com Mangala pela frente, escorrega e perde a oportunidade do 3-1. Era um aviso para o que aí vinha.

Corria o minuto 80´e André Gomes, que estava a fazer um jogo enorme a meio campo, aparece na área portista e, com um toque de classe, tira a bola do alcance de Fernando e remata de forma fulminante para o fundo das redes! Loucura na Luz! O merecido 3-1 aparecia em boa hora! 

Com dez minutos e mais uns quantos de descontos até ao final, o Benfica soube gerir a vantagem, apelando à inteligência emocional: ora perturbando psicologicamente os jogadores do porto, ora colocando o jogo no congelador, o encontro pouco rolou até final, o que é prova do crescimento profissional da nossa equipa!

Ganhou, portanto, a melhor equipa em campo, pois se de 11 para 11 o Benfica foi claramente superior, de 10 para 11 também o foi, facto esse que foi até admitido pela equipa técnica do porto.

Isto dito, vamos ao mais e menos:


A. Gomes - inevitável não mencionar o jovem médio português; rendeu muito mais numa posição mais recuada e posicional, roubando muitas bolas e fazendo o Benfica sair a jogar com classe; o golo que marcou, não só por ter representado a passagem do Benfica ao Jamor, foi um momento de antologia que ficará para sempre na história do clube; o melhor jogo ao serviço da equipa principal.
Gaitán - pura classe do argentino; quando toca na bola, sente-se imediatamente a sua magia e ontem abriu o livro; duas assistências para golo e muita intensidade no jogo; está em grande forma.
Salvio - a subida de forma é notória; já tem mais folego físico e está menos ansioso, o que faz com que as coisas lhe saiam melhor; muito bem no primeiro golo e a arrancar o penalti para o segundo.
Enzo - fez um enorme jogo a meio campo, chegando e sobrando - com a companhia de A- Gomes - para três médios portistas; o grande destaque vai pela frieza na execução do penalti do 2-1; em boa hora não se deixou Rodrigo bater a penalidade!

 
Siqueira - a expulsão prematura podia ter deitado tudo a perder! imprudente, no mínimo! espero que tenha aprendido a lição.
Artur - sem muito trabalho durante todo o jogo, voltou a demonstrar fragilidades nos lances de bola parada e saíu em falso num canto que poderia ter dado golo do adversário.

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