terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Benfica - PSG: prognóstico do onze



Noite decisiva para o futuro do Benfica na Champions. Só a vitória interessa na perspectiva de sonhar com uma qualificação para os oitavos. E digo mesmo “sonhar”, porque o Benfica dependerá do que a débil equipa do Anderlecht possa fazer contra o Olympiacos. O cenário menos irrealista que consagra a passagem do Benfica, será o da vitória caseira frente ao PSG conjugada com um empate forasteiro dos belgas na Grécia. Pode acontecer…o Arouca também não empatou  na Luz?

Seja como for, é preciso ganhar, seja pela perspectiva de passar, seja pelo milhão de euros em jogo, seja pelo prestígio da enorme instituição que é o Sport Lisboa em Benfica, que nunca perdeu em casa para nenhuma equipa gaulesa.

No entanto, a tarefa não se afigura fácil, pois o PSG vem jogar com as suas “reservas” para o nosso estádio: Cavani, Lucas, Pastore, Thiago Motta, Maxwell. Só Cavani custou uns incríveis 64 milhões de euros e Pastore €42 milhões! Coisa pouca…



Penso que JJ irá alinhar em 4x3x3, pois não pretenderá facilitar perante as “reservas” do PSG, recuperando o duplo pivot defensivo Fejsa-Matic e colocando Enzo mais à frente. Depois, com certeza apostará na boa forma de Rodrigo, talvez para ocupar um lugar mais à direita no terreno, deixando Lima como homem de área.



Carrega Benfica, para cima dos franciús!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Reflexões pós Arouca - o que se passa?




Volvidos dois dias depois do desaire com o Arouca, e já com maior frieza, dou por mim a pensar no Benfica desta época.

Começamos mal e fomos recuperando aos poucos e, agora, quando tínhamos tudo para cimentar a liderança, deixamo-la fugir por entre os dedos da mão. Isto em termos pontuais…

Em termos exibicionais, o Benfica não me tem convencido. Curiosamente, o jogo que mais gostei – em jogo colectivo e dinâmica – até foi um jogo em que perdemos, pois mesmo nas vitórias que temos tido no campeonato, a sensação que me fica, muitas vezes, é que o Benfica acabou por ter felicidade nos jogos em que alcançou tais vitórias.

É difícil compreender que assim seja, até porque o Benfica , em relação à época transacta, onde apresentou bom futebol, conservou a equipa técnica e as principais jóias da coroa, acrescentando, até, mais valores e opções à equipa (p. ex.: Siqueira, Sílvio, R. Amorim, Markovic, Djuricic, Sulejmani).

A questão do milhão de dólares será pois: o que se passa?

É uma questão complexa e que me tomaria muitas linhas para dissecar convenientemente, mas, numa rápida análise, posso apontar 3 dos factores que responderão à questão: rendimento de alguns atletas, lesões e arbitragens.

No que se refere ao rendimento dos jogadores, é patente que os reforços ainda não se impuseram na equipa. Markovic, que parecia ser o mais promissor, tem lentamente apagado a sua chama inicial. Djuricic e Sulejmani ainda não conseguiram agarrar o lugar. Siqueira, R.Amorim e Sílvio têm estado lesionados. 

Depois, houve jogadores que começaram mal a época, como Matic, que agora parecem melhor. Outros, como Lima, parecem ainda estar a encontrar o seu momento. Em suma: há sub-rendimento notório em muitas unidades da equipa.

As lesões também têm sido um factor a ter em conta. No segundo jogo do campeonato, perdemos aquele que seria o extremo absolutamente titular da equipa, Salvio, e que muita falta tem feito. Cardozo, se falhar o jogo com o PSG, vai para 4 jogo consecutivo sem jogar, isto depois de também ter falhado a primeira jornada. R. Amorim lesionou-se com alguma gravidade quando estava claramente em forma. Fejsa já se lesionou e está agora a regressar. Siqueira, que parece ser, de longe, o melhor defesa esquerdo do plantel, não consegue impor-se por força das sucessivas lesões. Markovic também já teve que parar mais que uma vez. Sívio também tem tido muitos problemas físicos. Muitas lesões, portanto, e algumas em elementos chave da equipa (Siqueira, Salvio, Cardozo). Por exemplo, os nossos rivais não têm tido esses azares… imagine-se o fcporto sem J. Martinez, Lucho ou Alex Sandro… Ou sporting sem Montero, W. Carvalho, Patrício…

Por último, mas não menos importante, as arbitragens também têm influenciado. Não é tema que goste de aflorar, mas é uma realidade tão evidente que não podemos, simplesmente, ignorar e assobiar para o lado, até porque é um factor demasiado decisivo. É verdade que não temos sido brilhantes em termos exibicionais, mas, mesmo assim, muitos dos jogos onde perdemos pontos, poderíamos não os ter perdido… Sem querer ser exaustivo, tenho de memória alguns lances: logo no primeiro jogo, com o Marítimo, ficou por assinalar um penalti claro sobre Lima, que poderia ter dado o empate. Com o Sporting, sofremos um golo em fora-de-jogo e ficou por assinalar um penalti sobre Cardozo. Com o Belenenses, sofremos outro golo em fora-de-jogo evidente e mais um penalti por assinalar sobre Cardozo. Agora com o Arouca, mais um penalti por assinalar, logo aos 15´minutos de jogo, que, se o Benfica concretizasse, mudaria evidentemente o rumo os acontecimentos e talvez fizesse sair do parque de estacionamento o autocarro do Arouca. 

Pelo contrário, os nossos rivais não têm tido muito que se queixar: quem não se recorda dos vários golos em fora-de-jogo de Montero, do penalti que deu a vitória ao porto com o Guimarães, do golo de Jackson com o Paços de Ferreira ou desta última “Capelada” em Coimbra…

São casos a mais e que, se devidamente creditados/descreditados nos saldos pontuais das respectivas equipas, nos dariam uma liderança confortável neste momento. Mas quanto a isto, parece que não conseguimos fazer muito, pois há quem ainda domine a arbitragem nacional. O que podemos fazer, isso sim, é trabalhar e jogar mais, para evitar que equipas como o Arouca possam, sequer, beneficiar de erros de arbitragem quando joguem contra nós e é isso que tem que ser feito!
 
Acorda Benfica, senão vamos ter outra época de desilusões!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Benfica - Arouca: mais e menos



Assim se perdem campeonatos… Mais 2 pontos perdidos em casa num jogo com um recém-promovido. Não pode ser! Isto se queremos realmente ser campeões…

Pedro Emanuel trouxe, como é seu apanágio, o autocarro para a Luz…e não o censuro, pois já percebeu que o Benfica se dá mal a jogar com equipas que se fecham e encurtam os espaços. O ano passado quase conseguiu a surpresa com a Académica e, este ano, conseguiu-a  mesmo, com a ponta de sorte que lhe faltou no ano transacto.

A sorte…é verdade, a sorte! O Arouca teve sorte no jogo nos momentos-chave, é certo, nomeadamente nos golos que lhes deram sempre vantagem no jogo, mas isso não explica tudo. O Benfica tem que ser mais competente contra equipas deste calibre e jogar numa rodagem diferente daquela que jogou, com mais velocidade, trocas de posições, intensidade, enfim…mais tudo.

A noite começou a correr mal para o Benfica num lance de bola parada, num filme visto vezes de mais para nos queixarmos de simples azar. O auto proclamado mestre da táctica e inventor da defesa à zona nos lances de bola parada defensivos ainda não encontrou antídoto para os cantos e livres laterais…ou dá golo ou dá tremideira. Mais um…

Depois disso, mais avalanche ofensiva, com Rodrigo a comandar sempre os lances de maior perigo, através de mudanças de velocidade. O Benfica chegou ao empate numa boa jogada ofensiva, com um bom trabalho de Gaitán e Maxi e num golo do inevitável Rodrigo.

O Benfica voltou para a segunda parte com uma substituição que fazia perfeito sentido: o ataque do Arouca era perfeitamente inexistente, como era inexistente o contributo de Cortez para o jogo…Passou Gaitán para defesa esquerdo e entrou Sulejmani para extremo. Boa ideia no papel, porém sem resultados práticos pois após os primeiros 10 minutos, esfumou-se o contributo do argentino no jogo. De seguida entrou um Funes Mori para a saída de outro jogador perfeitamente inexistente no jogo, Markovic. A ideia era aproveitar os cruzamentos que o Benfica ia conseguido fazer para a área. Mais uma vez, boa ideia no papel, mas sem resultados na prática: o Benfica deixou de conseguir ganhar a linha e Funes Mori entrou trapalhão no jogo. 

Avançava o relógio quando o Arouca conseguiu sacudir a pressão por uns minutos com três lançamentos laterais e, no terceiro deles, e perante a passividade da defensiva, aparece isolado um avançado do Arouca para o 1-2. Cheirava a escândalo na Luz.

Voltou a carregar o Benfica, mais com alma do que com razão, quando, num lance bem desenhado, Sulejmani, que entrou bem, conseguiu cavar um penalti. Lima, que esteve desastrado no jogo, não tremeu e fez a igualdade. Esperança com 7 minutos para jogar.

Entra Cavaleiro no jogo para sair Fejsa. Em 10 minutos, Cavaleiro fez mais que Markovic em 65. Primeiro esteve perto do golo, quando enviou uma bola ao poste, depois de um bom cruzamento de Gaitán, e, após isso, ganhou a linha do fundo para um falhanço escandaloso de Luisão. Estava visto, os Deuses da sorte não estavam connosco nesta noite.

A terminar, um árbitro complacente com o anti-jogo do Arouca que nos brindou com uns míseros 4 minutos de desconto e que marcou umas faltas a favor do Arouca no período complementar que deram a estocada final num Benfica moribundo. 


Isto dito, vamos aos mais e menos:

Rodrigo – depois de o ter criticado tanto, tenho que me render e assumir que o hispano-brasileiro está muito bem, com força e velocidade e com a criatividade e instinto matador que é necessário; a jogar assim, faz falta ao Benfica;
Ivan Cavaleiro – teve apenas 10 minutos em campo, mas mexeu mais no jogo que muitos que lá tiveram muitos mais minutos; parece-me que a sua entrada se impunha mais cedo, por exemplo, no momento em que entrou Funes Mori;
Sulejmani – sem deslumbrar, entrou bem no jogo e arrancou o penalti do empate; também será uma hipótese a considerar se a má forma de Markovic for para continuar.



Markovic – por onde anda o talentoso Sérvio? Claro que uma defesa posicionada e fechada não é a sua praia, pois o miúdo gosta de espaço, mas não é razão para passar cerca de 60 minutos sem dar uma para a caixa;
Cortez – muito fraquinho mais uma vez; tem culpas no primeiro golo do Arouca e não trouxe nenhuma vantagem no ataque; só consegue ser titular se Siqueira e Sílvio estiverem de baixa, como é o caso;
Lima – apesar do golo de penalti, esteve outra vez perdulário na finalização e perdeu também muitas bolas no confronto com os defesas, bem como não deu boa sequência a alguns lances ofensivos; vai perder o lugar para Cardozo e, com Rodrigo assim, pode ser relegado para 3ª opção;
Fejsa – muito curtinho…num jogo em que era preciso o trinco arriscar, conduzir bola, fazer alguns passes com risco, o sérvio não fez nada disso. E, depois, foi demasiado complicativo nalguns lances defensivos, quando aí não tinha que arriscar ou inventar… não fez esquecer Matic…nem de longe nem de perto.

Benfica - Arouca: prognóstico do onze



Tendo em conta os convocados do Benfica, penso que será este o onze titular no jogo de hoje.


Tragam os 3 pontos.

Carrega Benfica!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Eduardo "Toto" Salvio - o extremo em falta



Apesar da fase por que atravessa o Benfica não ser má, pelo menos em termos de resultados, parece ser indiscutível que há uma peça que parece faltar no xadrez da equipa e para a qual ainda não foi encontrado um substituto à altura.

Falo, obviamente, de Eduardo Salvio.

O Benfica fez, neste defeso, um grande esforço financeiro para manter o argentino no plantel, tendo, ao que consta, rejeitado várias propostas para a venda do respectivo passe. Não é de admirar, porque, efectivamente, na época passada Salvio foi um dos grandes esteios da boa época do Benfica e é perfeitamente natural que tenha despertado a cobiça dos emblemas mais endinheirados da europa.
Salvio lesionou-se logo num dos primeiros jogos da época, quando a equipa ainda se refazia mentalmente do desgosto da época passada, deixando a posição de extremo direito órfã, quando nada o fazia prever, dada a riqueza de soluções do plantel para o lugar (Markovic, O. John, Sulejmani, Cavaleiro, E. Perez, entre outros).

O que é certo é que, até ao momento, muitas soluções foram ensaiadas, mas nenhuma colhe satisfação plena: Markovic foi o primeiro a merecer a confiança, mas tem demonstrado não ser aquela a posição ideal para ele, pois, apesar da velocidade e imprevisibilidade imprescindíveis para um extremo, parece faltar-lhe algum pragmatismo, alguma consequência no seu jogo, para não falar das constantes derivações para o meio e na falta de acutilância defensiva, indispensável quando a equipa alinha num 4-4-2; seguiu-se O. John, que, parece sentir-se mais confortável no extremo oposto do terreno e que, força da sua falta de intensidade no jogo, cedo deixou de ser opção; Cavaleiro foi também testado, mas nota-se alguma verdura no jogo do português; nos últimos jogos, tem cabido a Perez esta posição, mas, se o Benfica ganha em muitos aspectos, perde em muitos outros, a começar pelo facto de afastar o jogador do centro do terreno, onde ele rende mais, perdendo, também, velocidade e profundidade no flanco. 

Compreende-se a exigência, isto porque Salvio sempre deu uma enorme verticalidade ao seu flanco, por força da sua velocidade e capacidade de drible, e, ademais, é um jogador perfeitamente consequente, o que poderá ser atestado pelo número de golos e assistências realizadas nas duas épocas de águia ao peito. Como virtudes, acresce a sua entrega ao jogo, igualmente em tarefas defensivas, o que o torna um jogador compatível com o esquema de dois avançados, em que se exige mais rigor defensivo dos extremos.

Conto os dias para o argentino voltar…a lesão que sofreu é, normalmente, debelada após 6 meses de trabalho de recuperação. Apenas me recordo de um atleta que o fez em menos tempo, Derlei, e, se não me engano, foi em 4 meses. Contados os 6 meses, apenas poderemos contar com Salvio lá para Março, por altura das decisões. Oxalá fosse possível encurtar o tempo de recuperação para Salvio estar com ritmo de jogo já nessa altura. Pelo que se diz, Salvio trabalha incansavelmente no Seixal para regressar em boa forma, só espero que o consiga.