domingo, 24 de novembro de 2013

Benfica B - show ofensivo, falta de rigor defensiva

Antes da análise do jogo da equipa principal, umas pequenas notas sobre a nossa equipa B.


O jogo de ontem foi mais um exemplo do que tem sido a época desta equipa B: muito poder ofensivo e uma enorme falta de rigor a defender.
Ontem voltámos a estar a ganhar o jogo por uma boa vantagem (2-0 e 3-1) e só não perdemos o jogo por alguma sorte (e uma excelente defesa de Varela, a um penalti do Oliveirense). Nem a entrada de S. Vitória deu mais estabilidade ao sector defensivo, que continua muito permeável e a deixar desamparado o guarda-redes Varela, que pouco ou nada pôde fazer nos três golos do Oliveirense. Estranho, se pensarmos que o timoneiro da equipa é Hélder Cristovão, um conhecido defesa central. A culpa da permeabilidade da defesa não se deverá, certamente, exclusivamente esse sector, mas a verdade é que os laterais e os centrais não estiveram, mais uma vez, bem sintonizados e permitiram muito espaço especialmente entre o central e o lateral do seu lado; os médios mais defensivos também não ofereceram a cobertura adequada (ontem não jogou o Lindelof que me parece que faz a posição com boa intensidade), o que contribuiu para que o Oliveirense criasse várias jogadas de perigo e tivesse chegado ao empate no jogo.

Por outro lado, destaca-se a força ofensiva da equipa, que continua a marcar muitos golos. A. Gomes fez um golo de bandeira e uma boa exibição em termos ofensivos; Hélder Costa também fez um grande golo para juntar a uma bela exibição. Já Urreta, apesar de ter sido muito apreciado pelos comentadores da Benfica TV, não me convenceu: um jogador que já esteve na equipa principal do Benfica e V. Guimarães é suposto ter uma intensidade e rodagem diferente dos restantes miúdos, mas ontem não mostrou. Bernardo Silva teve dois ou três toques de classe, todavia esteve distante do jogo. Lolo mostrou bons pormenores, mas fico com a impressão que é jogador para jogar como segundo avançado e não como ponta-de-lança.

Uma coisa é certa: quem vai ver o Benfica B não vai aborrecido para casa...mais sete golos no jogo.

sábado, 23 de novembro de 2013

Benfica - Braga: prognóstico do onze titular



Depois de uma semana de Ronaldo&Companhia a vilipendiarem os pobres suecos, já estávamos todos com saudades de ver o nosso Benfica a jogar e hoje chegou (finalmente) o dia; e logo com jogo grande.

O Braga é um dos adversários que mais dificuldades tem causado ao Benfica nos últimos anos e, apesar de aparentar não estar com o fôlego das últimas épocas, certamente que será um osso duro de roer, até pelo ódio que esta equipa parece cultivar e nutrir por nós.

Este jogo marca também o 1º de 4 jogos em que JJ não estará no banco. É certo que Jesualdo tentou desvalorizar a ausência e é um facto que JJ não joga, mas não é menos verdade que qualquer equipa fica sempre mais fragilizada sem o seu timoneiro no banco. Se Jesualdo acha que não faz diferença estar no banco, que vá ver o jogo para o camarote, pois daí até vê melhor e com as repetições televisivas…tudo mind games!

São muitas as dúvidas que tenho quanto à formação que o Benfica vai alinhar, a começar pelo esquema táctico a empregar, mas aposto no seguinte 11:


O esquema táctico inicial parece-me que será o 4x3x3 (ou 4x2x3x1). O Benfica tem utilizado este esquema nos últimos compromissos e a equipa tem mostrado uma boa dinâmica que a equipa técnica deverá querer manter. R. Amorim, um jogador que seria importante nesse esquema não estará disponível, mas há uma série de jogadores que também podem alinhar e completar o esquema, tais como Fejsa, que poderá jogar numa dupla mais defensiva com Matic ou, naquela que me parece a hipótese mais adequada, fazer entrar Djuricic para a posição mais adiantada do triângulo do meio campo e recuar Enzo para a posição 8.

Se JJ optar pelo 4x4x2, certamente que teremos Matic e Enzo no meio campo e Lima e Cardozo na frente. Só espero que, na hipótese de jogarmos neste desenho táctico, JJ não coloque Djuricic como segundo avançado, posição essa em que o sérvio já mostrou não render, isto porque recebe as bolas já com o adversário a respirar-lhe no pescoço, o que dita a falta de espaço para explanar o seu futebol; Djuricic tem de jogar mais a partir de trás, a conduzir bola.

Na lateral esquerda mantenho a dúvida: aquele lugar é de Siqueira, mas a condição física do brasileiro poderá não ser a melhor e Sílvio tem desempenhado o papel com grande eficácia, o que poderá ditar a sua entrada no onze. Do lado direito, será o motivado Maxi a jogar.
Nas alas ofensivas também não deverão haver mexidas, com Gaitán e Markovic a entrarem em campo para essas posições e ambos com a missão de, no caso de o esquema ser o 4x3x3, de caírem no meio para triangularem com Cardozo e Djuricic e abrirem espaço às subidas do respectivo lateral.

Carrega Benfica! Tragam-nos os 3 pontos!

sábado, 16 de novembro de 2013

Campeões do Mundo em Hóquei Patins

Acabo de ver a nossa equipa tornar-se campeã do mundo em hóquei patins.
A superioridade sobre o Sport Recife foi evidente e se o resultado não foi mais dilatado tal apenas se deveu a excesso de confiança a certa altura.
Parabéns à nossa equipa de hóquei que juntou este título que ainda faltava no museu.
Agora é concentrar no campeonato e mostrar que o empate com o Turquel de 4a feira esta ultrapassado.

Mais uma vez, Parabéns! É uma equipa que nos deixa a todos orgulhosos.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Portugal - Suécia: as saudades


Acabei de ver o jogo da Selecção que, como jogo decisivo que era, apenas poderia ser jogado na Catedral do futebol português. Bonita moldura humana para receber a equipa lusa.

Do jogo, não me cabe fazer muitos comentários. Portugal fez um jogo como o costume: muita posse de bola, alguns lances ofensivos vistosos mas pouco eficazes e alguns calafrios defensivos.
Ronaldo, depois de muito procurar - a maior parte das vezes sem critério, à imagem do "Ronaldo da Selecção"- lá fez o golo salvador e reafirmou a sua candidatura à bola de ouro.

Aquilo, porém, que me chamou mais a atenção foi Fábio Coentrão. Que saudades de o ver fazer aquele flanco esquerdo naquele estádio! Quem diria que tinha vindo de lesão e que não jogava já há algumas semanas. Tem uma acutilância ofensiva fenomenal e está muito certo a defender. É, nesta fase, um lateral completo. Quanto eu gostaria que ele voltasse a jogar regularmente no Estádio onde foi feliz...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Oscar Tacuara Cardozo - Consenso em forma de golos


Um matador que é tudo menos consensual, mas que certamente ficará na história do Benfica.
 
Escrevo este post como uma espécie de mea culpa, pois fui daqueles que entendeu que o Tacuara não tinha condições para ficar no Benfica depois do episódio da final da Taça de Portugal. De facto, e analisando friamente, o episódio de desrespeito ocorrido na final da Taça foi mau de mais para ser verdade, uma atitude inaceitável que poderia fazer alastrar a desordem e o desrespeito no balneário. Por outro lado, e olhando para o quadro completo, haverá sempre a atenuante do jogador ter reagido a quente, num momento de absoluto desespero perante o inacreditável (e até inconcebível) fim de época 2012/2013 do Benfica e um “cansaço” perante um treinador que exige muito (psicologicamente) dos jogadores.

A verdade, é que o jogador esteve à venda no mercado de Verão e apenas não saiu porque o presidente não quis abrir mão dele por tuta e meia e exigiu 15M€ pelo seu passe, valor esse que os clubes interessados acharam demasiado…

Olhando para este início de época do Cardozo, não podia estar mais agradado pelo facto de ter ficado, uma vez que, não só o jogador tem rendido (e muito!) nos jogos que fez, como também parece não haver qualquer resquício do episódio de indisciplina ocorrido, existindo uma aparente sanação de conflito entre o jogador, treinador e o restante plantel. Deverão muitos clubes estar arrependidos de não terem aberto os cordões à bolsa…

Mas então, o que é que ganha o Benfica com Cardozo?

A resposta é óbvia: golos! É aquilo que o Paraguaio sabe fazer. Não lhe peçam para jogar bonito, para vir atrás buscar jogo, para tabelar, para transportar a bola…nada disso…peçam-lhe para andar pela área e cheirar a bola, pois, quando esta lhe cair no pé esquerdo, muito dificilmente parará noutro sítio que não o fundo das redes. 

É evidente que, um avançado com tantas limitações não poderá ser um jogador para todas as ocasiões, não é o chamado one size fits all, como são outros avançados completos, que fazem todo o tipo de missões; mas é certo que o Paraguaio é o tipo de jogador que se encaixa na maior parte dos jogos do Benfica, tanto naqueles em que temos de carregar para cima do adversário menos forte - quando precisamos de presença na área -, como naqueles em que o adversário é de nível similar ao do Benfica, mas que concede muitos espaços em zona de finalização, como foi o caso do jogo do Sporting. Para as outras ocasiões temos outro tipo de jogadores no plantel, como Lima e Rodrigo, que são mais rápidos e gostam de transportar bola.

Cardozo nunca será consensual, seja pelo seu jeito tosco, seja por falhar passes ridiculamente fáceis, seja por mandar calar o público quando está num dia mau, seja pelo que for, mas não haverá nenhum benfiquista que não lhe esteja grato por todo o serviço que este jogador prestou ao clube. 

Vale o peso dele em golos!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Golo do ano - Matic

Caros Benfiquistas,

Saiu a lista dos melhores golos do ano e o golo de Matic frente ao fcporto está entre os 10 nomeados para o prémio "Puskas 2013".




Como Benfiquistas que somos, temos que apoiar, também aqui, o nosso clube, pelo que o vosso voto é essencial. Pensem no prestígio que será ter o golo como o melhor do ano, com a consequente valorização do Matic. E, melhor que isso, é o golo ter sido marcado contra quem foi e ficar para a história como o melhor do ano.













Por isso, vamos votar em massa:

France Football: link.
FIFA - link.


Os meus votos já lá estão.

domingo, 10 de novembro de 2013

Benfica - Sporting: jogo épico - Mais e Menos



Épico, alucinante e louco foi o jogo de ontem na Luz. Um hino ao futebol, um sonho de jogo para todos os adeptos, que gostam de ver golos, bom futebol e emoção até ao fim. Não ficou nada a dever aos jogos mais intensos daquele que é considerado o melhor campeonato do mundo: a Premier Legue Inglesa.

Num jogo que começou com as duas equipas muito bem encaixadas, em que nenhuma se estava a superiorizar claramente, Cardozo “abriu a lata” com um golo repleto de inteligência e oportunidade, através da cobrança de um livre directo. Estava eu a ver o Paraguaio a partir para a bola e pensei para mim: “o gajo que chute por baixo da barreira, que por cima vai ser difícil…eles estão muito à frente”; e não é que ele chuta e a bola entra. Primeiro momento de frisson na Luz.
Depois disso, o Benfica tentou gerir e jogo e, numa perda de bola a meio campo, surge o empate num lance em tudo parecido com o golo do Sporting no jogo de Alvalade (excluindo o fora-de-jogo de Montero). 

O Benfica percebeu imediatamente que teria que deixar a toada morna e partir para cima do Sporting, o que logrou conseguir quase de imediato, com Gaitán e Enzo a assumirem a batuta e a espalharem calafrios pela defesa leonina; Cardozo encarregou-se de estar no sítio certo e de finalizar “diabolicamente” – como disse JJ – e sem perdão. Intervalo e já estávamos com 2 golos à maior.
Na segunda parte, talvez pelo cansaço europeu ou pela apatia que, não raras vezes, se apodera dos nossos jogadores, jogamos um futebol de contenção, mais à espera que o tempo passasse…e ele passou, mas com mais um golo sofrido de bola parada defensiva. Não me vou alongar neste tema, até porque já abordei várias vezes esta situação noutros posts (aqui e aqui), mas é evidente que o Benfica não defende bem e que a teimosia de JJ em mudar a forma de defender os lances é quase patológica. Jogo relançado e Sporting com a moral em alta.

O jogo ficou aberto e o Benfica gosta disso. O argelino do Sporting ameaçou o empate, num lance em que a defesa fechou mal. Logo a seguir, o Benfica falha um lance por Cavaleiro (ou Patrício defende) e envia uma bola ao ferro por André Gomes. Derby a ferver.
90´+ 2. Livre para o Sporting. Terror nas bancadas, po

rque os fantasmas da época passada começam a pairar. Bola cruzada para a área e o que todos temiam acontece: golo para os verde-e-brancos. Nesta altura, grande parte dos adeptos pensaram: mais do mesmo, lá vamos nós morrer na praia.
De facto, o cenário não era animador: Sporting moralizado com o empate, prolongamento à vista com a equipa do Benfica mais cansada – por ter jogado a meio da semana – e mais amarelada do que o Sporting – a defesa toda, menos Luisão, já estava amarelada; no entanto, havia um trunfo na manga: uma substituição por fazer.

Começa o prolongamento e percebe-se imediatamente que Enzo está de rastos. Felizmente, não é o único, pois Adrian e Jefferson também parecem estourados. O jogo pode cair para qualquer dos lados. Lançamento lateral para o Benfica, a bola vai longa, a defesa do Sporting, com cerimónia, deixa a mesma bater no solo e ganhar altura… Luisão aparece, é agarrado pelo Rojo – que deveria ver mesmo o Rojo se fosse assinado o penalti – mas, num golpe de oportunismo e sorte, cabeceia a bola no chão e faz a mesma passar pelas pernas do guardião que irá defender tudo contra a Suécia de ontem a 7 dias. Golpe de teatro, mas que premiou a equipa que mais procurou ganhar o jogo e não aquela que apenas correu atrás do prejuízo.

Depois disso, foi ver um Sporting estourado, que não conseguia segurar o fresco Lima, a tentar mais com o coração do que com discernimento chegar à igualdade, porém, sem sucesso.

Ganhou a melhor equipa em campo que, apesar de tudo, só se pode culpar a si própria por ter sofrido tanto até à vitória final. É mesmo difícil ser adepto do Benfica…
Isto dito, vamos aos mais e menos:

Cardozo numa palavra (composta): hat-trick! Chega dizer isto para deixar demonstrado o porquê de ser o homem do jogo.
Enzo – Enorme! Não fora ter jogado pelo Benfica e dizia que foi um verdadeiro leão no meio campo, tal era a intensidade e garra que pôs em cada lance. Com funções de n.º 10, não desiludiu e este em todo o lado, ora pela direita, ora pela esquerda, ora pelo meio e, muito importante, também atrás, a fechar espaços; grande jogo.
Gaitán – o argentino está em clara subida de forma e continua a espalhar classe, com lances de fino recorte técnico; grande assistência para o 2-1; apareceu muito bem pela esquerda e, também, pelo meio, quando Sílvio o solicitava; se não tivesse complicado em determinados lances, poderia ter sido uma exibição a roçar a perfeição;

Bolas paradas defensivas – é injusto destacar negativamente um jogador depois deste jogo de loucos, em que todos deram o máximo; a única coisa realmente negativa continuam a ser as evidentes debilidades defensivas nos lances de bola parada defensiva; a rever, COM URGÊNCIA, ouviste JJ!!!