quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Oscar Tacuara Cardozo - Consenso em forma de golos


Um matador que é tudo menos consensual, mas que certamente ficará na história do Benfica.
 
Escrevo este post como uma espécie de mea culpa, pois fui daqueles que entendeu que o Tacuara não tinha condições para ficar no Benfica depois do episódio da final da Taça de Portugal. De facto, e analisando friamente, o episódio de desrespeito ocorrido na final da Taça foi mau de mais para ser verdade, uma atitude inaceitável que poderia fazer alastrar a desordem e o desrespeito no balneário. Por outro lado, e olhando para o quadro completo, haverá sempre a atenuante do jogador ter reagido a quente, num momento de absoluto desespero perante o inacreditável (e até inconcebível) fim de época 2012/2013 do Benfica e um “cansaço” perante um treinador que exige muito (psicologicamente) dos jogadores.

A verdade, é que o jogador esteve à venda no mercado de Verão e apenas não saiu porque o presidente não quis abrir mão dele por tuta e meia e exigiu 15M€ pelo seu passe, valor esse que os clubes interessados acharam demasiado…

Olhando para este início de época do Cardozo, não podia estar mais agradado pelo facto de ter ficado, uma vez que, não só o jogador tem rendido (e muito!) nos jogos que fez, como também parece não haver qualquer resquício do episódio de indisciplina ocorrido, existindo uma aparente sanação de conflito entre o jogador, treinador e o restante plantel. Deverão muitos clubes estar arrependidos de não terem aberto os cordões à bolsa…

Mas então, o que é que ganha o Benfica com Cardozo?

A resposta é óbvia: golos! É aquilo que o Paraguaio sabe fazer. Não lhe peçam para jogar bonito, para vir atrás buscar jogo, para tabelar, para transportar a bola…nada disso…peçam-lhe para andar pela área e cheirar a bola, pois, quando esta lhe cair no pé esquerdo, muito dificilmente parará noutro sítio que não o fundo das redes. 

É evidente que, um avançado com tantas limitações não poderá ser um jogador para todas as ocasiões, não é o chamado one size fits all, como são outros avançados completos, que fazem todo o tipo de missões; mas é certo que o Paraguaio é o tipo de jogador que se encaixa na maior parte dos jogos do Benfica, tanto naqueles em que temos de carregar para cima do adversário menos forte - quando precisamos de presença na área -, como naqueles em que o adversário é de nível similar ao do Benfica, mas que concede muitos espaços em zona de finalização, como foi o caso do jogo do Sporting. Para as outras ocasiões temos outro tipo de jogadores no plantel, como Lima e Rodrigo, que são mais rápidos e gostam de transportar bola.

Cardozo nunca será consensual, seja pelo seu jeito tosco, seja por falhar passes ridiculamente fáceis, seja por mandar calar o público quando está num dia mau, seja pelo que for, mas não haverá nenhum benfiquista que não lhe esteja grato por todo o serviço que este jogador prestou ao clube. 

Vale o peso dele em golos!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Golo do ano - Matic

Caros Benfiquistas,

Saiu a lista dos melhores golos do ano e o golo de Matic frente ao fcporto está entre os 10 nomeados para o prémio "Puskas 2013".




Como Benfiquistas que somos, temos que apoiar, também aqui, o nosso clube, pelo que o vosso voto é essencial. Pensem no prestígio que será ter o golo como o melhor do ano, com a consequente valorização do Matic. E, melhor que isso, é o golo ter sido marcado contra quem foi e ficar para a história como o melhor do ano.













Por isso, vamos votar em massa:

France Football: link.
FIFA - link.


Os meus votos já lá estão.

domingo, 10 de novembro de 2013

Benfica - Sporting: jogo épico - Mais e Menos



Épico, alucinante e louco foi o jogo de ontem na Luz. Um hino ao futebol, um sonho de jogo para todos os adeptos, que gostam de ver golos, bom futebol e emoção até ao fim. Não ficou nada a dever aos jogos mais intensos daquele que é considerado o melhor campeonato do mundo: a Premier Legue Inglesa.

Num jogo que começou com as duas equipas muito bem encaixadas, em que nenhuma se estava a superiorizar claramente, Cardozo “abriu a lata” com um golo repleto de inteligência e oportunidade, através da cobrança de um livre directo. Estava eu a ver o Paraguaio a partir para a bola e pensei para mim: “o gajo que chute por baixo da barreira, que por cima vai ser difícil…eles estão muito à frente”; e não é que ele chuta e a bola entra. Primeiro momento de frisson na Luz.
Depois disso, o Benfica tentou gerir e jogo e, numa perda de bola a meio campo, surge o empate num lance em tudo parecido com o golo do Sporting no jogo de Alvalade (excluindo o fora-de-jogo de Montero). 

O Benfica percebeu imediatamente que teria que deixar a toada morna e partir para cima do Sporting, o que logrou conseguir quase de imediato, com Gaitán e Enzo a assumirem a batuta e a espalharem calafrios pela defesa leonina; Cardozo encarregou-se de estar no sítio certo e de finalizar “diabolicamente” – como disse JJ – e sem perdão. Intervalo e já estávamos com 2 golos à maior.
Na segunda parte, talvez pelo cansaço europeu ou pela apatia que, não raras vezes, se apodera dos nossos jogadores, jogamos um futebol de contenção, mais à espera que o tempo passasse…e ele passou, mas com mais um golo sofrido de bola parada defensiva. Não me vou alongar neste tema, até porque já abordei várias vezes esta situação noutros posts (aqui e aqui), mas é evidente que o Benfica não defende bem e que a teimosia de JJ em mudar a forma de defender os lances é quase patológica. Jogo relançado e Sporting com a moral em alta.

O jogo ficou aberto e o Benfica gosta disso. O argelino do Sporting ameaçou o empate, num lance em que a defesa fechou mal. Logo a seguir, o Benfica falha um lance por Cavaleiro (ou Patrício defende) e envia uma bola ao ferro por André Gomes. Derby a ferver.
90´+ 2. Livre para o Sporting. Terror nas bancadas, po

rque os fantasmas da época passada começam a pairar. Bola cruzada para a área e o que todos temiam acontece: golo para os verde-e-brancos. Nesta altura, grande parte dos adeptos pensaram: mais do mesmo, lá vamos nós morrer na praia.
De facto, o cenário não era animador: Sporting moralizado com o empate, prolongamento à vista com a equipa do Benfica mais cansada – por ter jogado a meio da semana – e mais amarelada do que o Sporting – a defesa toda, menos Luisão, já estava amarelada; no entanto, havia um trunfo na manga: uma substituição por fazer.

Começa o prolongamento e percebe-se imediatamente que Enzo está de rastos. Felizmente, não é o único, pois Adrian e Jefferson também parecem estourados. O jogo pode cair para qualquer dos lados. Lançamento lateral para o Benfica, a bola vai longa, a defesa do Sporting, com cerimónia, deixa a mesma bater no solo e ganhar altura… Luisão aparece, é agarrado pelo Rojo – que deveria ver mesmo o Rojo se fosse assinado o penalti – mas, num golpe de oportunismo e sorte, cabeceia a bola no chão e faz a mesma passar pelas pernas do guardião que irá defender tudo contra a Suécia de ontem a 7 dias. Golpe de teatro, mas que premiou a equipa que mais procurou ganhar o jogo e não aquela que apenas correu atrás do prejuízo.

Depois disso, foi ver um Sporting estourado, que não conseguia segurar o fresco Lima, a tentar mais com o coração do que com discernimento chegar à igualdade, porém, sem sucesso.

Ganhou a melhor equipa em campo que, apesar de tudo, só se pode culpar a si própria por ter sofrido tanto até à vitória final. É mesmo difícil ser adepto do Benfica…
Isto dito, vamos aos mais e menos:

Cardozo numa palavra (composta): hat-trick! Chega dizer isto para deixar demonstrado o porquê de ser o homem do jogo.
Enzo – Enorme! Não fora ter jogado pelo Benfica e dizia que foi um verdadeiro leão no meio campo, tal era a intensidade e garra que pôs em cada lance. Com funções de n.º 10, não desiludiu e este em todo o lado, ora pela direita, ora pela esquerda, ora pelo meio e, muito importante, também atrás, a fechar espaços; grande jogo.
Gaitán – o argentino está em clara subida de forma e continua a espalhar classe, com lances de fino recorte técnico; grande assistência para o 2-1; apareceu muito bem pela esquerda e, também, pelo meio, quando Sílvio o solicitava; se não tivesse complicado em determinados lances, poderia ter sido uma exibição a roçar a perfeição;

Bolas paradas defensivas – é injusto destacar negativamente um jogador depois deste jogo de loucos, em que todos deram o máximo; a única coisa realmente negativa continuam a ser as evidentes debilidades defensivas nos lances de bola parada defensiva; a rever, COM URGÊNCIA, ouviste JJ!!!

Futsal: Sporting - Benfica

Acabo de ver mais um jogo entre Sporting e Benfica, desta feita em futsal e, para não variar, mais uma vitória para o nosso Benfica num jogo fabuloso.

A equipa de futsal do Benfica tem muitas novidades em relação à época passada, pois saíram muitos jogadores de grande valia que militavam no plantel transacto, mas o treinador tem sabido gerir a equipa em construção e, fora alguns contratempos, como o que aconteceu em Braga, temos estado muito bem.

Hoje jogamos fora contra um Sporting que é o super favorito à revalidação do título e que tem um plantel fortíssimo que joga há muito tempo junto e os nossos rapazes portaram-se muito bem. Chegamos a estar a ganhar por 3-8 a determinada altura.

Parabéns ao futsal pela grande vitória no Derby.

sábado, 9 de novembro de 2013

Deixo para amh os comentários, mas entretanto... :)


Carrega BENFICA!!!

Benfica - Sporting: hoje é dia de Taça



Chegou o dia do “Derby dos Derbys” e logo na 4ª eliminatória da Taça de Portugal. O sorteio foi mais feliz para o Benfica, que ditou que o jogo se realizasse na Catedral, o que é sempre uma vantagem. Espero que o público esteja presente e faça também o seu trabalho de ser o 12.º jogador, apoiando sempre a equipa e pressionando fortemente a arbitragem, pois é realmente essa a grande vantagem de jogar em casa

Penso que o Benfica alinhará com um onze similar ao que utilizou a meio desta semana no seu compromisso europeu: 4x2x3x1, prescindindo de um avançado para reforçar o meio campo. Na baliza, penso que JJ poderá dar a titularidade a Oblak, por, normalmente, haver rotatividade na baliza em jogos da Taça; nas laterais, tenho dúvidas: a melhor dupla, quanto a mim, é Maxi/Siqueira, no entanto Sílvio este em bom plano na Europa do lado esquerdo e Siqueira poderá ainda não estar a 100%, quanto ao lado direito, JJ poderá promover uma alteração, colocando o A. Almeida para defender Capel ou W. Eduardo; na frente, Markovic a fazer de falso ala direito, a cair muito para o meio, nas costas do avançado; Cardozo será titular se estiver ok, se não Lima será o avançado.
Carrega Benfica, vamos a eles!!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Olympiacos – Benfica: mais e menos



Injusto. É este o adjectivo que parece caber como uma luva ao jogo de terça. Entre um misto de falta de eficácia dos jogadores do Benfica e uma exibição de bom nível do guardião Roberto, parece-me que perdemos uma grande oportunidade de carimbar o passaporte para os oitavos-de-final da Champions. Agora, as contas estão muito complicadas, estando, inclusivamente, o terceiro lugar em risco, em face do resultado feito pelo Anderlecht no Parque dos Príncipes. No entanto, perante o jogo que assistimos ontem, temos razões para estar optimistas, isto porque, apesar de não termos cumprido o objectivo mínimo – que seria empatar – a equipa fez uma exibição muito acima da média, talvez a melhor exibição do presente ano desportivo, o que comprova uma subida de forma de várias unidades da equipa. Foi aquilo que comummente se designa por: “vitória moral”, que, apesar de tudo, é melhor que uma derrota categórica.

Jesus alinhou no esquema que referi no post anterior (onde apenas falhei os laterais da equipa) tendo optado por dar mais consistência ao meio campo com a entrada de R. Amorim. O esquema utilizado foi muito dinâmico e baralhou as marcações do Olympiacos: o Benfica começou num claro 4x2x3x1, com a dupla de trincos Matic, R. Amorim, Enzo mais à frente, seguidos de Gaitán na esquerda e Markovic na direita; mas não foi preciso correrem muitos minutos de jogo para que o esquema se transfigura-se para um 4x4x2, com Markovic a jogar atrás de Cardozo e o lado direito ficasse entregue, a Enzo e, a espaços, a R. Amorim.

A aposta foi claramente ganha, pois Amorim foi um autêntico patrão no meio campo, ora destruindo jogo, ora lançando bem os ataques da turma da Luz. Fez um grande jogo. Matic também este muito bem na tarefa defensiva. Enzo continua a ser um jogador muito forte no meio campo e esteve ao seu nível. Depois, o Benfica contou com um (finalmente) inspirado Gaitán, que protagonizou belos momentos de futebol e com um Markovic a subir de forma, que esteve muito forte a pressionar e a movimentar-se nas costas da defesa grega, tendo apenas pecado por não ter conseguido a finalização.
Nas laterais, a aposta também foi ganha, pois Sílvio nem parecia que estava a jogar no flanco que menos gosta e que tinha estado parado tanto tempo! Maxi também esteve forte, não permitiu veleidades defensivas e arriscou em lances ofensivos, porém, sem proveito.

Apesar de o Benfica ter tido um sem número de oportunidades para finalizar, Cardozo apenas esteve numa delas e, talvez por estar ainda frio, rematou fraco quando, em situações semelhantes, costuma bombardear a baliza adversária. Foi pena.

Defensivamente, não fora o erro do costume e tinha sido uma noite sem mácula. Falo em “erro do costume” porque é consabido que o Benfica de JJ defende mal as bolas paradas defensivas e isto não é coisa só desta época ou da época passada, é mesmo desde que JJ entrou no Benfica. O Benfica defende, nas bolas paradas defensivas, com marcação à zona. A marcação à zona só é eficaz se cada jogador defender activamente (e até agressivamente, no bom sentido) a sua zona. Porém, não raras vezes, os defesas do Benfica são passivos e são facilmente ultrapassados por jogadores que vêm de trás e entram nos “buracos” da defesa à zona. É urgente rever esta forma de defender, pois uma equipa de top não pode dar-se ao luxo de sofrer tantos golos desta forma (vide a final da Liga Europa, ou mesmo o jogo desta época com PSG).

Isto dito, vamos aos mais e menos:

Garay: apenas pela passividade na defesa à zona na bola parada defensiva do golo; fora isso, esteve impecável, mas o que é facto é o seu erro custou a derrota;
Lima: entrou em campo numa altura em que já era muito o desespero e não conseguiu dar a dinâmica e o esclarecimento que a equipa precisava, ao contrário de Djuricic, que entrou muito bem na partida;
Matic – em clara subida de forma, foi um patrão no meio campo e fez uma exibição globalmente muito positiva; no entanto, coloco em destaque negativo pela forma displicente como abordou um lance ofensivo que podia ter dado o empate ao Benfica; fiquei com a sensação que, nesse lance, Matic pensou estar em fora-de-jogo, mas, nesses casos, não tem nada que pensar, é chutar a bola para o fundo das redes e depois logo se discute se é válido ou não o golo.



R. Amorim – grande exibição do médio: seguro a defender, soube aventurar-se por terrenos mais adiantados, ora com tabelas bem construídas, ora com passes de ruptura bem medidos; esteve perto de conseguir assistir Markovic para o golo por duas vezes, deixando-o na cara de Roberto;
Sílvio – enorme exibição do defesa luso; subiu por aquele flanco por diversas vezes e foi um perigo ofensivamente, tendo aparecido, inclusivamente, na área para finalizar uma jogada perigosa; disfarçou muito bem a falta de ritmo, com uma exibição sempre em alta rotação;
Gaitán – o argentino quando engata é um jogador difícil de travar; fez a cabeça em água aos seus adversários e foram dele muitas das jogadas ofensivas do Benfica; foi sucessivamente castigado pela dureza extrema do seu opositor L. Salino, que escapou muitas vezes ao olhar do árbitro;
Enzo – mais uma grande exibição do argentino, que arregaçou as mangas e foi à luta, como é seu apanágio;
Markovic – continuo a achar que este vai ser um jogador-chave para o Benfica a breve prazo; jogador rápido e de fino recorte técnico, tem inteligência na movimentação, o que lhe permitiu aparecer em zonas de finalização com boas chances em 2 ou 3 lances; fez um remate acrobático que merecia ter entrado na baliza grega; saiu esgotado;