sábado, 9 de novembro de 2013

Benfica - Sporting: hoje é dia de Taça



Chegou o dia do “Derby dos Derbys” e logo na 4ª eliminatória da Taça de Portugal. O sorteio foi mais feliz para o Benfica, que ditou que o jogo se realizasse na Catedral, o que é sempre uma vantagem. Espero que o público esteja presente e faça também o seu trabalho de ser o 12.º jogador, apoiando sempre a equipa e pressionando fortemente a arbitragem, pois é realmente essa a grande vantagem de jogar em casa

Penso que o Benfica alinhará com um onze similar ao que utilizou a meio desta semana no seu compromisso europeu: 4x2x3x1, prescindindo de um avançado para reforçar o meio campo. Na baliza, penso que JJ poderá dar a titularidade a Oblak, por, normalmente, haver rotatividade na baliza em jogos da Taça; nas laterais, tenho dúvidas: a melhor dupla, quanto a mim, é Maxi/Siqueira, no entanto Sílvio este em bom plano na Europa do lado esquerdo e Siqueira poderá ainda não estar a 100%, quanto ao lado direito, JJ poderá promover uma alteração, colocando o A. Almeida para defender Capel ou W. Eduardo; na frente, Markovic a fazer de falso ala direito, a cair muito para o meio, nas costas do avançado; Cardozo será titular se estiver ok, se não Lima será o avançado.
Carrega Benfica, vamos a eles!!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Olympiacos – Benfica: mais e menos



Injusto. É este o adjectivo que parece caber como uma luva ao jogo de terça. Entre um misto de falta de eficácia dos jogadores do Benfica e uma exibição de bom nível do guardião Roberto, parece-me que perdemos uma grande oportunidade de carimbar o passaporte para os oitavos-de-final da Champions. Agora, as contas estão muito complicadas, estando, inclusivamente, o terceiro lugar em risco, em face do resultado feito pelo Anderlecht no Parque dos Príncipes. No entanto, perante o jogo que assistimos ontem, temos razões para estar optimistas, isto porque, apesar de não termos cumprido o objectivo mínimo – que seria empatar – a equipa fez uma exibição muito acima da média, talvez a melhor exibição do presente ano desportivo, o que comprova uma subida de forma de várias unidades da equipa. Foi aquilo que comummente se designa por: “vitória moral”, que, apesar de tudo, é melhor que uma derrota categórica.

Jesus alinhou no esquema que referi no post anterior (onde apenas falhei os laterais da equipa) tendo optado por dar mais consistência ao meio campo com a entrada de R. Amorim. O esquema utilizado foi muito dinâmico e baralhou as marcações do Olympiacos: o Benfica começou num claro 4x2x3x1, com a dupla de trincos Matic, R. Amorim, Enzo mais à frente, seguidos de Gaitán na esquerda e Markovic na direita; mas não foi preciso correrem muitos minutos de jogo para que o esquema se transfigura-se para um 4x4x2, com Markovic a jogar atrás de Cardozo e o lado direito ficasse entregue, a Enzo e, a espaços, a R. Amorim.

A aposta foi claramente ganha, pois Amorim foi um autêntico patrão no meio campo, ora destruindo jogo, ora lançando bem os ataques da turma da Luz. Fez um grande jogo. Matic também este muito bem na tarefa defensiva. Enzo continua a ser um jogador muito forte no meio campo e esteve ao seu nível. Depois, o Benfica contou com um (finalmente) inspirado Gaitán, que protagonizou belos momentos de futebol e com um Markovic a subir de forma, que esteve muito forte a pressionar e a movimentar-se nas costas da defesa grega, tendo apenas pecado por não ter conseguido a finalização.
Nas laterais, a aposta também foi ganha, pois Sílvio nem parecia que estava a jogar no flanco que menos gosta e que tinha estado parado tanto tempo! Maxi também esteve forte, não permitiu veleidades defensivas e arriscou em lances ofensivos, porém, sem proveito.

Apesar de o Benfica ter tido um sem número de oportunidades para finalizar, Cardozo apenas esteve numa delas e, talvez por estar ainda frio, rematou fraco quando, em situações semelhantes, costuma bombardear a baliza adversária. Foi pena.

Defensivamente, não fora o erro do costume e tinha sido uma noite sem mácula. Falo em “erro do costume” porque é consabido que o Benfica de JJ defende mal as bolas paradas defensivas e isto não é coisa só desta época ou da época passada, é mesmo desde que JJ entrou no Benfica. O Benfica defende, nas bolas paradas defensivas, com marcação à zona. A marcação à zona só é eficaz se cada jogador defender activamente (e até agressivamente, no bom sentido) a sua zona. Porém, não raras vezes, os defesas do Benfica são passivos e são facilmente ultrapassados por jogadores que vêm de trás e entram nos “buracos” da defesa à zona. É urgente rever esta forma de defender, pois uma equipa de top não pode dar-se ao luxo de sofrer tantos golos desta forma (vide a final da Liga Europa, ou mesmo o jogo desta época com PSG).

Isto dito, vamos aos mais e menos:

Garay: apenas pela passividade na defesa à zona na bola parada defensiva do golo; fora isso, esteve impecável, mas o que é facto é o seu erro custou a derrota;
Lima: entrou em campo numa altura em que já era muito o desespero e não conseguiu dar a dinâmica e o esclarecimento que a equipa precisava, ao contrário de Djuricic, que entrou muito bem na partida;
Matic – em clara subida de forma, foi um patrão no meio campo e fez uma exibição globalmente muito positiva; no entanto, coloco em destaque negativo pela forma displicente como abordou um lance ofensivo que podia ter dado o empate ao Benfica; fiquei com a sensação que, nesse lance, Matic pensou estar em fora-de-jogo, mas, nesses casos, não tem nada que pensar, é chutar a bola para o fundo das redes e depois logo se discute se é válido ou não o golo.



R. Amorim – grande exibição do médio: seguro a defender, soube aventurar-se por terrenos mais adiantados, ora com tabelas bem construídas, ora com passes de ruptura bem medidos; esteve perto de conseguir assistir Markovic para o golo por duas vezes, deixando-o na cara de Roberto;
Sílvio – enorme exibição do defesa luso; subiu por aquele flanco por diversas vezes e foi um perigo ofensivamente, tendo aparecido, inclusivamente, na área para finalizar uma jogada perigosa; disfarçou muito bem a falta de ritmo, com uma exibição sempre em alta rotação;
Gaitán – o argentino quando engata é um jogador difícil de travar; fez a cabeça em água aos seus adversários e foram dele muitas das jogadas ofensivas do Benfica; foi sucessivamente castigado pela dureza extrema do seu opositor L. Salino, que escapou muitas vezes ao olhar do árbitro;
Enzo – mais uma grande exibição do argentino, que arregaçou as mangas e foi à luta, como é seu apanágio;
Markovic – continuo a achar que este vai ser um jogador-chave para o Benfica a breve prazo; jogador rápido e de fino recorte técnico, tem inteligência na movimentação, o que lhe permitiu aparecer em zonas de finalização com boas chances em 2 ou 3 lances; fez um remate acrobático que merecia ter entrado na baliza grega; saiu esgotado;

Chutar para canto...



A propósito dos golos sofridos pelo Benfica através de pontapés de canto, terreno pelo qual fiz uma pequena incursão no post passado, encontrei este artigo óptimo sobre o assunto no Mais Futebol:



http://www.maisfutebol.iol.pt/benfica-liga-campeoes-jorge-jesus-liga-cantos/527aae1ce4b0dc2e7a657760.html


Concordo inteiramente com a opinião do José Mota, pois nunca fui fã da defesa-zona praticada por
JJ, que nos tem trazido tantos dissabores.

Refere José Mota:

 «Nunca fui a favor da zona. Não posso fazer isso contra o Mangala, o Jackson ou o Luisão. Tem de haver marcação a esses jogadores. As melhores equipas do mundo fazem-no».
 (...)( Se estou a jogar contra o Luisão ele não pode vir de encontro à nossa defesa sem ninguém a tapar-lhe o caminho. Dessa forma ele vem com tudo».


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Olympiacos - Benfica



Na antecâmara do importante jogo de hoje na Champions, eis o onze que penso que JJ irá apresentar logo à noite:


O jogo de logo será, com certeza, o jogo mais importante da fase de grupos da Champions, na medida em que, se o Benfica perder, muito dificilmente se apurará; ao inverso, se vencer, ficará numa posição privilegiada para passar à próxima fase. Como última hipótese, temos o empate, que, apesar de tudo, não será um mau resultado para o Benfica, que depois terá que resolver o grupo nos jogos fora com o Anderlecht e em casa com o PSG. Desta forma, parece-me que estará presente na mente dos jogadores do Benfica estes cenários e que, numa fase inicial, o Benfica apostará mais numa toada morna, com a equipa mais posicionada defensivamente, procurando sair em contra-ataque rápido com os seus extremos.
Assim, atendendo à importância do jogo, penso que JJ irá utilizar um onze onde abdicará dos seus habituais dois pontas-de-lança por troca com um médio-centro, para ganhar estabilidade naquela zona do terreno. A utilização de Markovic, neste esquema, parece-me basilar, na medida em que é um jogador rápido e tecnicista que poderá aproveitar as costas da ofensiva equipa do Olympiacos, bem como poderá fazer movimentos para o centro, para a zona do segundo ponta-de-lança, onde procurará apoiar e servir Cardozo; é só pensarem no último jogo do Benfica com o Nacional, onde o sérvio, numa das suas movimentações para a zona central, conseguiu isolar-se e fazer um golo de belo efeito; falta saber se está em forma para aguentar fisicamente um jogo para homens de barba rija, como, certamente, será este jogo.
R. Amorim, na ausência de Fejsa, deverá ser o escolhido para completar o trio de médios, sendo que provavelmente deverá fechar com maior incidência o flanco de Markovic. A. Almeida é, normalmente, o escolhido para os jogos europeus de maior exigência e penso que não será excepção neste jogo. Ao Enzo Pérez, pedir-se-á uma dupla missão de guerrilha no meio campo e de procurar construir jogo, bem como de cair pela direita, precisamente potenciando os movimentos para o meio do Markovic. Siqueira também deverá ser titular, salvo algum impedimento físico.

A falta de tempo não me tem permitido escrever da forma que queria, mas gostaria apenas de felicitar a enorme equipa de HOQUEI PATINS do Benfica que juntou mais um troféu europeu ao novo museu Cosme Damião. Todos os Benfiquistas estão orgulhosos com esta vitória categórica e importante.




Carrega Benfica.

domingo, 3 de novembro de 2013

Académica - Benfica: mais e menos

Um jogo aparentemente difícil que o Benfica soube tornar fácil, muito por culpa dos dois golos no primeiro tempo. Depois disso, soube gerir o resultado, sem grandes correrias, até porque na 3ª feira há jogo decisivo na Grécia.
O Benfica, até ao golo, mostrou mais do mesmo que tem feito nesta época: alguma lentidão e dificuldade na construção de jogo. Continuo a achar que existe uma ligação deficiente na construção de jogo, especialmente na fase do meio campo, uma vez que, não raras vezes, os médios do Benfica estão em inferioridade perante os médios adversários. Lima teve ontem o papel da ligação e não esteve feliz, à imagem do que tem acontecido com Rodrigo ou Djuricic,.
Cardozo voltou a ser o abre-latas e marcou um golo que acalmou a equipa. 3 minutos depois, ainda estorvou o defesa que fez o auto-golo. A partir daí, percebeu-se que a vitória dificilmente fugiria, e o Benfica geriu bem o jogo, sem ter tido qualquer sobressalto na sua baliza. Em subida de forma destaco o Maxi, que esteve muito certo a defender; o Matic mais próximo daquilo que fez a época passada; a dupla de centrais esteve impecável; e Markovic que veio de lesão e mostrou que poderá ser um jogador fundamental nesta época, pelo maravilhoso toque de bola e, mais do que isso, pela facilidade que tem em ligar jogo entre sectores, que é aquilo que tem faltado ao Benfica.

Isto dito, vamos aos mais e menos:

Cardozo: sempre Cardozo! O jogador em melhor forma do Benfica neste momento;
Markovic: o sérvio espalhou classe no relvado em 30 minutos; muitas jogadas vistosas e um golo bonito, que já se está a tornar imagem de marca; já leva 3 golos no campeonato e pouco jogou por força das lesões; estou em crer que, quando ultrapassar os problemas físicos, vai ser um jogador determinante na época do Benfica;
Maxi: está a voltar à forma que o caracterizou; não provocou clafrios a defender e esteve bem ofensivamente;


Cortez: percebo que o JJ o tenha colocado a jogar, perante a existência de impedimentos físicos de  Siqueira, uma vez que seria altamente desmoralizante colocar um jogador adaptado a jogar a defesa esquerdo quando Cortez está disponível, mas continuo a achar este jogador não tem o nível exigível para jogar no Benfica: não tem expressão ofensiva e é defensivamente permeável, como demonstrou ontem num par de jogadas; não consigo perceber onde está a mais-valia deste jogador quando comparado, por exemplo, com Luís Martins, que está agora no Gil Vicente...
Lima: o subrendimento do brasileiro é evidente; não soube ligar o jogo, como lhe foi pedido e esteve desinspirado na hora de rematar à baliza; precisa rapidamente de marcar golos, para subir a confiança.




segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Benfica - Nacional: mais e menos



Depois do jogo de ontem, parece-me que se poderá dizer que o Benfica levou de vencido o Nacional com inteira justiça, porém sem deslumbrar.

A verdade é que o Benfica apresentou um futebol bem melhor que aquele que vinha apresentando nos últimos jogos, no entanto continua longe daquele futebol rápido e enleante que o vimos praticar na época transacta. 

Não será alheio ao facto do Benfica ter jogado melhor o Nacional ter-se apresentado com uma equipa ofensiva, que procurou pressionar o Benfica bem lá na frente e sem se fechar muito no seu meio campo. Manuel Machado talvez tenha sido arrogante, pois sabe melhor que ninguém que as grandes dificuldades do Benfica existem no seu momento ofensivo, quando a outra equipa está posicionada defensivamente. Quando é dada  a possibilidade ao Benfica de criar lances em contra-ataque, normalmente as equipas têm mais dificuldades perante os seus avançados rápidos e/habilidosos. 

O jovem I. Cavaleiro foi a grande novidade no 11 de JJ e foi uma aposta ganha, na medida em que trouxe intensidade e verticalidade aos flancos. Rodrigo também foi novidade e procurou ligar o meio campo ao ataque, porém, sem grande sucesso. Enzo e Matic funcionaram melhor, Cardozo continuou com o pé quente e Gaitán apareceu em grande na segunda-parte. Ingredientes que foram suficientes para bater o Nacional.

Vamos aos mais e menos:

Cardozo – sempre Cardozo! Mais um golo e uma assistência. É, neste momento, o jogador mais influente do Benfica. Não fora aquela enorme perdida de pé direito na 1ª parte e teria sido uma exibição fantástica;
Enzo – continua a mostrar o quão é importante na manobra da equipa, quando joga pelo meio; deixou tudo em campo, mais uma vez, e foi desequilibrador através do transporte de bola;
Gaitán – depois de ver a 1ª parte, pensei que seria mais um jogo do Gaitán 2013/14; porém, a reentrada em campo veio desmentir o meu pressentimento: um pontapé perigoso, uma assistência e alguns toques de classe durante o segundo tempo; está a subir de forma;
Ivan Cavaleiro – parece um cliché dizer bem do miúdo, mas o que é facto é que mostrou ter raça, vontade, INTENSIDADE (que parece uma palavra desconhecida no vocabulário de Ola John) velocidade e bons pés; falhou em alguns lances, algo que é perfeitamente desculpável para um atleta de 20 anos que fez agora a sua estreia a titular.


Rodrigo – desde o famoso jogo em S. Petersburgo que o hispano-brasileiro vem desiludindo e ontem não foi excepção; sempre com muita entrega ao jogo, foi coleccionando más opções, tanto de remate como de passe, até se apagar completamente no jogo; não parece ser um substituto à altura de Lima;
Matic – a exibição do jogo com o Nacional foi melhor do que as que tem feito, mas apenas coloco o Sérvio em destaque porque sei que é capaz de muito mais do que fez ontem, especialmente durante o 1º tempo, quando errou alguns passes e ligou o complicómetro; subiu de rendimento na 2ª parte, porém não para o nível que nos habituou.
Ola John – pouco tempo em jogo, mas o suficiente para ter tido um par de boas jogadas que não deu o melhor seguimento, isto pela displicência que já lhe é habitual.

sábado, 26 de outubro de 2013

Benfica - Nacional

O jogo de Domingo à tarde da Luz tem importância redobrada pelo facto de, umas horas depois, os nossos rivais directos jogarem entre si, o que significa que, necessariamente, pelo menos um irá perder pontos.
O Nacional é uma equipa forte em contra-ataque e, apesar de não contar com o sempre incómodo Mateus, vai ter no ataque três homens rápidos - Rondón, Candeias e Djanini - que importará não perder de vista . Vêm de uma boa sequência de jogos na Liga que, entretanto, foi quebrada por 2 semanas de paragem pelos compromissos da selecção nacional e uma derrota na Taça perante uma equipa de escalões inferiores.

Quanto ao 11 que Jesus vai apresentar, a minha aposta é a seguinte:


Note-se que ainda não conheço a convocatória e que dei como certas as ausências do trio sérvio que tem estado a trabalhar de forma condicionada. Em relação ao jogo anterior, acredito que JJ "castigará" Ola John - promovendo a entrada do Cavaleiro - por, mais uma vez, não ter dado intensidade ao jogo e que fará a habitual troca de A. Almeida por Maxi. No ataque, se Lima e Cardozo não tiverem impedimentos físicos, em princípio, começarão de início.
Como variante, JJ poderá promover a entrada de R. Amorim para o meio e deslocar Enzo para a ala. Poderá também fazer sair Lima do 11 e colocar Djuricic ou Rodrigo.






Carrega Benfica!